How to be an other woman
Depois de dois jantares, cinco cafés, dois cinemas, um show, uma caminhada no parque, 2 cafés da manhã, 2 museus e meio, 3 peças de teatro, uma alternativa, duas comédias.
Um almoço na segunda-feira, duas compras no shopping, uma camisa e uma cafeteira.
Depois de uma risada verdadeira, 3 semanas com a mesma cor de esmalte, ele não opinou, ela se sentiu bem assim. Lilás.
Um corte de cabelo, dele.
Duas ligações sem motivo, duas compras no supermecado, 7 garrafas de vinho, todas as nacionalidades, 2 franceses.
Duas ressacas e uma dor de cabeça. Uma neosaldina.
Um beijo no elevador, dois abraços em praça pública.
Uma ligação perdida. O mesmo CD e 5 vezes a mesma música.
Uma carona sem sentido, um pijama listrado. Um quarda chuva emprestado.
Um sorriso antecipado e o mesmo perfume, dela.
Uma louça lavada por ela, no apartamento dele.
Uma taça de vinho quebrada e um botão que soltou, da camisa dele.
How to be an other woman?
inspired in “How the be an other woman”, apadted and directed by Natalie Abrahami.
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subtexto
@DiegoFerrite diz:
que querem viver apaixonadas
@DiegoFerrite diz:
não sabe o que é amor
ligia diz:
que vivem de mini historias
ligia diz:
nós não somos de subtextos diego
ligia diz:
somos de texto com ponto e virgula
ligia diz:
com reticências
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aos clichês confortáveis
Uma musica romântica
Um prato feito
Um café, com açúcar
Um convite pra casar
Um Roberto Carlos
Uma feijoada
Uma lembrança de aniversário
As velas coloridas em cima de um bolo
Um café no meio da tarde
Uma conversa escondida de
Um olhar de elevador
Um Radiohead
Um cartão de natal
Um convite pra dançar!
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a dona de casa
A dona de casa
Dona do tempo
Dona da água
Que escorre pela suas louças
Escorre louça, escorre
Sonhos,
Vai tudo pro ralo.
Passatempo, passa tempo
Escorre o tempo dos sonhos,
De mentira
De giz, marcados numa lousa negra
Sonhos negros
Vai tudo pro ralo.
Cheiro de pó de giz
Por água abaixo
Pro ralo dos sonhos
Sonhos ralos e
Sonhos de begônia
Sonhos de cor de lilás
Com cheiro de giz,
Apaga
Vai tudo pro ralo.
Lava mais uma,
Deixa escorrer,
Varredura de sonhos
E a inércia do tempo
No fim:
Tudo vai tudo pro ralo.
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um leque
voa voa, vento na cara
vento de sem documento
sem precedentes
leque de várias frentes
um vai e um vaivém
qual é a sua frente?
que o vento leve!
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látex e meia volta volver
Encaixe
luvas de látex com meia calça furada
rasgada,
boca calada de peito fechado
pés para fora da alma e peito fechado
pés pro mundo de baixo da terra
cabeça no céu, boca calada
peito rasgado feito meia calça de puta
second skin de alma furada, de puta
second skin de alma rasgada, de mulher
cabeça franzida, enfaixada de látex,
inelástico.
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dragões de flores
Mais uma fome de ver, do que de comer.
É um como viver na linha dos sonhos,
Das historias intangíveis e que não servem para você,
Viver com meus devaneios?
Vivo com meus dragões, e vocês, não alcançam,
Vivem neste terreno aí, essa coisa marrom, lama, mangue
Eu vivo em outro plano,
As vezes convido alguém para entrar, participar
Fazem-me companhia flores, rosas e coisas belas, só minhas
Vivo com artistas, de cinema,
E minha alegria não tem nome:
Talvez seja aquela do sonho, eu numa ponte e ele veio por trás
Ah, paraíso!
Vivo de carnavais e não valido nenhum acontecimento
Era tudo show.
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gris pele
Nossa alma pele
Pele alma
Pele espelho
Pele pele
Pele que torce para dentro da alma
Pele torcida
Que de tanto teceu
Torcida
Morreu
Pele morta
Cinza
Gris, grey
Como ta cinzento aqui dentro
Este lugar gris,
Com cheiro de cinza, de pele
Cinza
Vamos acender um incenso?
Você gosta de vermelho?
Só pode ser de sagitário
E você? Um bode só…
É peixes, não é?
Gosta de flores?
Aquário, aquário
De pele torcida,
De pele florida
Vocês precisam despertar o quanto antes o ser aquariano que dorme no fundo de vocês
Daqui a pouco vem o fim dos tempos e que não for mágico não vai escapar.
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aos corpos errantes
aos corpos errantes!
que liberem seus desejos e anseios, e que sua ansiedade baixe, respire, inspire, toque, não no amigo… peles e reflexos de sua oura pele, sua pele é côncava e convexa ao mesmo tempo, depende de como você usa e mostra ela.
a pele que torce e tece… tece uma relação com o outro, e torce para dentro dela, tentando encontrar algo, a sua outra pele, chamada alma.
e a alma quando encontra a alma do lado, já torcida, acontece o “tece”, que é a troca de suas almas, de duas peles torcidas…
vamos tecer e torcer nossas almas peles?
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argila e o novo
estou continuando a minha história, com outra letra, mudei de fonte, espacei as linhas, e as letras
uso bastante algumas PALAVRAS, e me esqueci de algumas
essas linhas têm forma agora, conteúdo sempre tiveram, não posso reclamar
a forma é pra ser delineada, lapidada
mas não vou viver de apenas uma vaidade de quem esculpe argilas
vou viver a argila, moldada, desmontada, monta, sobe o monte, desce, sobe de novo
novo,
é a nova página, a nova fonte, espaçada, meu canto é letrado, sem voz, mesmo rouca, é mudo
mas cheio de praxis, de capas e temas, de pessoas e personagens.
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